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O primeiro comentário negativo – e como ele me levou pra frente

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Estou no mundo dos blogs e canais no Youtube há mais de dois anos. Hoje, graças a Deus, posso dizer que “peguei o jeito” da coisa, mas óbvio que nem sempre foi assim.

Lembro-me que, quando tive o meu primeiro blog, lá em 2011, eu não divulgava ele pra ninguém, com medo de ouvir comentários negativos sobre ele. Só meus pais, meu irmão, minha melhor amiga e meu namorado da época sabiam da sua existência. Depois, conforme a faculdade foi apertando, tive que deixá-lo de lado e só voltei a ter blog em 2014 e, nessa altura, já era de se pensar que eu tivesse menos vergonha de divulgar meu trabalho, certo?

Errado. Eu continuava com medo do que as pessoas iam pensar sobre ele.

Sempre achava que tinha alguma coisa errada com meus posts, sempre pensava que podia melhorar algo antes de começar a divulgar, e só depois de 6 meses os meus conhecidos começaram a saber que meu blog existia.

Lembro-me de quando divulguei o meu primeiro vídeo no Youtube. Era um tutorial de maquiagem, eu estava nervosa e, apesar de saber me maquiar muito bem, não tinha pegado o jeito de me maquiar e gravar ao mesmo tempo. Mas, apesar de tudo, tomei coragem, postei o vídeo no canal, no blog e – surpresa – compartilhei ele no Facebook para meus amigos verem.

E eles viram.

Logo depois, eu tive o aniversário de uma amiga, e fomos num restaurante comemorar. Estavam poucas pessoas, então todos participavam de todas as conversas. Uma hora, o meu vídeo entrou no assunto.

“Ah, então quer dizer que a Mari começou a fazer vídeos no Youtube?”

Algumas pessoas não sabiam, e se mostraram realmente curiosas em saber como era fazer um vídeo, por quê eu havia feito e etc. Eu estava falando tranquilamente, passando uma segurança que eu não tinha, até que, no meio dos comentários, uma delas virou e disse:

“Ai Mari, desculpa, mas eu achei muito chato. Não consegui ver até o final.”

E depois desse, seguiram-se outros comentários do tipo: a iluminação está ruim, o vídeo está longo demais, não entendi direito o que era pra fazer, você podia cortar a parte x e a y, e etc etc etc…

No meio desses comentários, o namorado de uma das minhas amigas disse:

“Ah, eu achei legal. Mas é só você que faz isso no Youtube?”

Ao que a namorada dele prontamente respondeu:

“Imagina! Tem vááááárias meninas que falam disso e fazem vídeos bem melhores no Youtube!”

Eu tenho certeza que minha amiga não disse aquilo na intenção de me magoar ou algo do tipo. Mas o fato é que aquilo, num primeiro momento, me magoou.

E me fez pensar muito no que eu estava fazendo.

Cheguei em casa e assisti o vídeo novamente. Comecei a prestar bem atenção nele, e cheguei à conclusão de que todos os comentários que meus amigos fizeram estavam certos.

Ele realmente estava com pouca iluminação, eu poderia ter cortado várias partes desnecessárias para que ele ficasse mais curto, poderia ter explicado melhor algumas partes e – pasmem – eu também estava achando o vídeo chato e fechei a janela antes de chegar ao final. E parei pra pensar:

“Poxa, se nem eu consigo ver meu próprio vídeo até o final, imagina as outras pessoas?”

Porque a verdade é que existem vários canais no Youtube falando sobre os mesmos temas. A diferença entre você querer assistir um ou outro está nos detalhes, como a qualidade do vídeo, o jeito da pessoa falar, entre outras coisas.

E, naquela época, eu era uma pessoa que não sabia se soltar na frente das câmeras e não tinha boa qualidade nos vídeos.

Pra muitas pessoas, aquilo poderia ser o fim. Pronto, acabou. Não sirvo pra fazer vídeos, vou desistir.

Mas pra mim, foi um recomeço.

Eu comecei a correr atrás para melhorar os meus vídeos. Não tinha dinheiro pra investir no começo, mas fazia de tudo para melhorar a edição e a filmagem, pesquisava assuntos diferentes e que meu público fosse gostar mais, fui tentando “me soltar” até conseguir assistir um vídeo e pensar “agora sim, essa sim sou eu”.

E hoje, graças a Deus, ao meu esforço e à ajuda de comentários construtivos vindos da minha família, amigos e leitores, o canal não para de crescer!

O que quero dizer é que você não pode pegar todos os comentários negativos e levar como um incentivo para parar de fazer o que quer, e sim, como um incentivo para melhorar! Duvido que meu canal teria a qualidade que tem hoje se eu não tivesse parado para ouvir aquelas e outras inúmeras críticas que levei, que me fizeram parar para refletir e ver que sim, eu tinha potencial pra melhorar bastante o meu conteúdo.

Eu sei que às vezes é difícil de engolir certos comentários, mas aprenda a filtrar. Existe uma diferença entre “Você é horrorosa!” e “Você poderia melhorar a luz desse vídeo, não deu pra ver direito”. Receba de coração aberto as críticas que as pessoas te fizerem, abrace as sugestões para melhorar a qualidade do seu trabalho e, quanto aos comentários que não acrescentam em nada, descarte-os.

Um dia de críticas negativas serviu para que eu fizesse mudanças positivas no meu canal, que por consequência, trouxe melhoras na minha vida também.

Pense nisso da próxima vez que for reclamar de alguém que fez um comentário que você não gostou 😉

Texto original: Mariana Vasconi | Imagem: Mariana Vasconi fotografada por Gizele Frigoletto

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